A entrada em vigor do chamado “ECA Digital” voltou a movimentar a comunidade gamer no Brasil, gerando discussões após relatos de bloqueios e alterações em jogos populares. O tema ganhou ainda mais repercussão quando o influenciador Felca passou a ser alvo de ataques nas redes sociais relacionados às novas diretrizes.
Em um vídeo publicado em seu canal no YouTube, nesta quinta-feira (19), o criador de conteúdo, que já havia alcançado grande visibilidade nacional com um vídeo sobre adultização, falou pela primeira vez sobre a polêmica. Durante a publicação, Felca afirmou que, apesar de ter sido associado ao ECA Digital, não é o criador nem possui qualquer responsabilidade sobre a legislação.
O influenciador Felca também abordou os reflexos do ECA Digital no cenário dos jogos eletrônicos. De acordo com ele, o assunto tem sido amplamente distorcido, com a disseminação de informações incorretas que acabam gerando confusão entre os jogadores e o público em geral.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o influenciador Felca tratou do tema de forma direta e buscou esclarecer pontos que vinham sendo discutidos. Durante a publicação, ele negou que a legislação estabeleça a proibição de menores de idade em jogos eletrônicos, reforçando que essa interpretação não corresponde ao que está previsto nas diretrizes. “Outra coisa, você não vai mais poder jogar LoL nem vários outros jogos se você não formar 18 anos. É completamente mentira”, disse.
“O que foi proibido de fato são os loot boxes. Pois é, a Riot, no caso do LoL, bloqueou porque ela quis. Para não precisar remover o loot box para as crianças”, disse ele.
Na avaliação do influenciador Felca, as chamadas loot boxes presentes em diversos jogos funcionam como sistemas comparáveis a apostas, já que envolvem a compra de recompensas aleatórias, o que, segundo ele, pode gerar comportamentos semelhantes aos observados em jogos de azar. “Loot box é um cassino. Ele foi construído baseado no cassino”, disse, ao criticar a presença desses sistemas em jogos acessíveis a menores. “Parece uma caixinha bonitinha, você coloca um dinheirinho para o seu filho, porque ele te implorou e logo você apresentou para sua criança de 12 anos, o tigrinho”. “A lei também diz que jogos vão precisar controlar por padrão as interações com estranho”, explicou. Ele citou casos envolvendo Roblox para ilustrar riscos reais enfrentados por menores.
“Um adulto mal intencionado podia chegar no seu filho, pedir que o seu filho ligasse a câmera quando ele tivesse sem roupas. Parece terrível. Era uma realidade”, declarou.
O influenciador Felca também contestou outro ponto que ganhou força nas redes sociais: a alegada obrigatoriedade do uso de reconhecimento facial. Segundo ele, essa interpretação não procede, já que a legislação menciona apenas a necessidade de mecanismos confiáveis para verificação de idade, sem especificar a adoção dessa tecnologia de forma obrigatória. “Isso é completamente falso. O que a lei cita de verdade, no artigo 9, parágrafo 1, mecanismos confiáveis de verificação de idade”, afirmou ele.
Após o termo “ECA Digital” ganhar força e viralizar na internet, o assunto passou a dominar discussões nas redes sociais, impulsionado por diferentes interpretações e pelo compartilhamento de conteúdos que ampliaram o alcance do tema entre os usuários. “Lei Felca”, o influenciador também negou qualquer envolvimento direto. Ele afirmou que apenas produziu conteúdo explicativo sobre o tema. “Eu não criei essa lei. Quem criou foram os políticos. O que eu fiz foi criar um vídeo. Eu li toda a lei”, disse.
.png)



.gif)
Nenhum comentário:
Postar um comentário